Será que meu filho tem TDAH? Entenda o que é e como lidar

A preocupação com a saúde, a qualidade de vida e o aprendizado dos filhos começa a partir do momento em que a notícia da gravidez chega aos pais. Um turbilhão de emoções invade pais, familiares e amigos próximos. E, é claro que quando nascem e ao longo de toda a vida, a atenção e preocupações mudam, mas são constantes.

E hoje viemos aqui falar sobre o TDAH, já ouviu falar? Esta sigla resume o “Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade”, ponto de atenção importante para os pais com seus filhos nos primeiros anos de vida, com destaque para o processo de aprendizado, quando é mais comum identificar o distúrbio.

Para que você possa se informar da melhor maneira neste artigo, convidamos a Psicóloga Fabiana Ferrari (@psicoferrari), que é especialista em psicologia clínica cognitiva comportamental. Recomendamos a leitura completa desta entrevista a seguir.

Jornalista: O que é o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade?
Fabiana: É um distúrbio neurológico que surge na infância com causas genéticas de acordo com o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS). Quem é diagnosticado com TDAH tem problema de funcionamento de certas áreas do cérebro que comandam o comportamento inibitório (freio), a capacidade de executar tarefas de planejadas, a memória de trabalho (entre outras funções), determinando que o indivíduo apresente sintomas de desatenção, agitação (hiperatividade) e impulsividade. De acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), esse distúrbio combina três sintomas: impulsividade, desatenção e hiperatividade.

Jornalista: Como identificar?
Fabiana: As primeiras suspeitas e dificuldades vêm com a idade escolar. Inicia as dificuldades da criança podendo sofrer muito por não entender o porquê de todo esse acontecimento de desatenção. É de suma importância que os cuidadores, educadores e pais, fiquem atentos aos sintomas e acompanhem de perto a vida escolar dessas crianças.

Quando a suspeita surgir é necessário procurar um médico especialista (psiquiatra, neurologista ou pediatra) na área para um correto diagnóstico e medicação. Entre os medicamentos estão os estimulantes que podem melhorar pelo menos 50% dos sintomas e caso não funcionem poderão ser ministrados os antidepressivos. Após, o tratamento será com equipe multiprofissional da área médica, psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, a participação dos pais e a escola.

O TDAH não tem cura, mas tratamentos que podem prolongar para facilitar a vida desse paciente, inclusive na fase adulta. O tratamento com a Terapia Cognitiva Comportamental é o mais indicado à criança e aos pais.

Jornalista: Como lidar com o TDAH na infância?
Fabiana: É importante estimular a prática de atividades físicas, já que são pessoas com hiperatividade, além, é claro, do tratamento medicamentoso quando necessário, o acompanhamento multidisciplinar e com os pais, são formas de ajudar a criança. Aconselhamento individual e familiar também é necessário.

Jornalista: Como ajudar no aprendizado escolar?
Fabiana: A criança deverá ser acompanhada pela equipe multiprofissional, medicamentos (se necessário) e pais. É muito importante a paciência dos pais com a criança que foi diagnosticada com TDAH. Atividade de seguimento e acompanhamentos. O monitoramento comportamental contínuo é necessário para saber se o plano de tratamento está sendo eficaz.

Na sala de aula a criança poderá ficar mais próxima do professor para facilitar, como sentar-se na frente, e também fazer o reforço escolar. Em casa algumas dicas para ajudar os pais são: reforçar o que há de melhor na criança, não compará-la aos irmãos e à outras crianças, conversar com ela ou adolescente para entender o que e como se sente, estabelecer regras e limites em casa para todos, além de estabelecer uma rotina para seguir.

Embora os pais façam todo o tratamento, ele pode não eliminar completamente os sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade. As crianças que estão em acompanhamento e tratamento podem ter problemas com amigos de escola e trabalhos. Observar se o tratamento está respondendo ao seu filho, caso não procure o pediatra.

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