Participação das famílias é fundamental para desenvolvimento psicológico de crianças e adolescentes

Nos últimos dias, todo o país acompanha a retomada das atividades dos alunos, professores e funcionários da Escola Estadual Raul Brasil em Suzano, que fica na região metropolitana de São Paulo. A escola foi palco de uma triste fatalidade.

Muitos podem ser os gatilhos responsáveis para que os ex-alunos planejassem o ataque por isso, é importante que familiares e até mesmo a escola estejam sempre atentos às crianças e adolescentes, que podem demonstrar problemas através do
comportamento. Segundo especialistas, quando existe a participação da família no processo de crescimento e educação, as chances de que os filhos cometam atos extremos diminui significativamente, já que passa a ser possível perceber qualquer mudança, além dos laços de confiança que permanecem mantidos. Algumas atitudes como isolamento, alterações de humor, insônia e baixo rendimento em atividades escolares por exemplo, podem indicar quando algo não está bem.

Durante o ano letivo, os alunos do Colégio Pedro e Rafael trabalham temáticas como depressão, bullying, entre outros, dentro e fora da sala de aula, com o apoio dos professores e coordenadoras da escola por meio de palestras educativas, rodas de conversa com especialistas, acompanhamento e orientação. Nesta semana, as ações foram intensificadas com os estudantes.

“Nós sempre estimulamos o debate respeitoso, os valores como a amizade e empatia entre os nossos alunos em todos os espaços do colégio. Todas as questões que fazem parte do universo deles precisa ser tratada”, diz o diretor pedagógico do CPR, Pedro Yamada.

Para a psicóloga e psicopedagoga Lívia Ribeiro Lopes, a atenção deve se dar ainda na primeira infância, quando é formada a estrutura emocional do indivíduo. “Crianças que não tiveram uma educação baseada em limites, na presença afetiva dos pais ou cuidadores, ensinando sobre empatia, o respeito ao outro e a cooperação familiar e coletiva, tendem a não desenvolverem adequadamente o que chamamos de tolerância
à frustração, algo extremamente importante para que tenhamos saúde mental para lidar com os muitos ‘nãos’ e rejeições que podemos encontrar ao longo da vida”.

Após esse triste episódio com jovens que tinham tanto pela frente e duas mulheres que tinham tanto amor pela educação, é preciso ainda mais do fortalecimento de toda a rede de apoio em que a criança se baseia, para que ela encontre a confiança para seu desenvolvimento. O Colégio Pedro e Rafael também trabalha para isso, promovendo a prática do diálogo e interação entre toda a comunidade escolar. Parafraseando o autor Augusto Cury, o colégio acredita que “ser feliz é encontrar força no perdão, esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros e agradecer a Deus a cada minuto pelo milagre da vida”.

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